quarta-feira, 29 de abril de 2020

TERCEIRO CAPITULO


Estação Ferroviaria de Bananal


Em 1889 foi construida na cidade de Bananal  a estação ferroviaria. Porém  a ostentação que regia a cidade pelos cafeicultores imensamente ricos fez com que a estação não fosse uma simples estação de trem, ela foi  construida na Belgica e trazida para ser  montada na cidade de Bananal. Totalmente metálica e com seus assoalhos em pinho de riga, sua arquitetura é unica na America Latina.
Sua inauguração foi feita com toda a pompa , uma  orquestra propria e duas bandas de musica especializadas em óperas europeias, onde toda a sociedade se reuniu para ostentar seus brasões, orgulhosos da sua conquista e feito.
Afinal  o principe Regente D. Pedro II já havia visitado a cidade por duas vezes , recebido  sempre na Fazenda Três Barras  do capitão Mor  Hilário Gomes Nogueira, um dos maiores cafeicultor da cidade, ele chegava a  colher 500 arrobas de café e era possuidor de 86 escravos, e também cultivava milho, arroz e feijão, criava porcos e comercializava toucinho. Os convidados das festas, eram regados de muitas ostentações, bajulações e paparicos. Bananal chegou a ter a sua propria moeda que era aceita na cidade de Barra Mansa e no Rio de Janeiro. Foi um periodo  de muita fartura, porém com seus encaustos.
Demóclito por mais apaixonado que estivesse e por mais que ele quissesse ter uma familia com Alexandrina não podia. Suas origens e raizes não permitiam! Demóclito era um portugues de sangue nobre da Aristocracia  dos barões do café. Sua familia não permitia sua união oficial com uma chucra, uma bugra, uma reles india Puri.  E devido a sua insistencia  e resistencia a familia dele acabou deserdando Democlito, tornando-o e a sua familia pessoas comuns.
America sua filha mais velha , aquela que iremos citar mais tarde, foi educada sabendo ler e escrever, e se tornou uma professora primaria.
Mas voltando novamente atrás na historia ,  a vida seguia ... E  dentro das  construções da cidade, tanto no rural quanto na urbana eram  exibidos azulejos portugueses, cristais belgas, movéis e  artefatos importados, transformando os casarões da cidade e das  fazendas dos barões em verdadeiros palacetes.
Sua farmacia a "Pharmacia Popular" pertencia ao boticário francês Tourin Domingos Monsier,  que igualmente a  todos chegou a cidade disposto a tornar-se um barão do café e ninguém sabe porque ele desistiu e tornou-se o boticário da cidade. Sorte dele, e vocês irão entender porque falo isso.

Tudo que  é  explorado desmedidamente  alcança seu tempo de exaustão... e com Bananal não foi diferente.
De exploração ininterrupta e com a chegada da abolição da escravatura o prejuizo foi faltal e incalculavel. Os barões que possuiam um numero  enorme de escravos que eram usados para além dos serviços braçais eram também usados para  os serviços domesticos , e por  consequencia  eram em numeros muito maior do que a população  branca  na cidade. Mais a abertura tão comemorada  na epoca da estrada de ferro foi sua derrocada, viabilizou a expansão das plantações de café no Oeste Paulista, possibilitando o escoamento das produções em pontos mais distantes do litoral.
 Resultado , perdas  enormes das grandes fortunas herdadas e suas fazendas de plantação  tinham que ser vendidas  para criação de gados.
Lógico que alguns barões mais visionarios tentaram diversificar seus negocios afim de reduzir os riscos inerentes da dependencia somente do café, e estimularam a vinda de imigrantes de várias partes do mundo para ajudar a diversificação dos negócios.

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