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| Imagem ilustrativa |
Era grande o número de fazendeiros ricos que habitavam seus solos. E Titulos de nobreza eram agraciados as pessoas mais ricas da cidade. Cafeicultores e senhores de engenho que efetivamente trocavam favores com o Imperador. Titulos de nobreza por legitimação da Monarquia.
Bananal chegou a ter 82 grandes fazendas de café e 8 engenhos de açúcar e aguardente.
Os barões do café, que formavam a elite do Império tinham dinheiro depositados em bancos estrangeiros e financiavam obras como a cosntrução do ramal Bananalense da Estrada de Ferro, que passava pelas fazendas mais ricas da região, transportando o "ouro verde" (café e cana de açúcar) produzido na região que os levava até Barra Mansa no Rio de Janeiro.
E em meio a toda esta riqueza é que começa a miscigenação racial da nossa protagonista Helena.
Uma mistura de documentário com romance a nossa historia segue desenhada por historias de vida.
Amores cegos mediados pelo peso da moeda que negociava vidas como se negocia animais.
Assim começa a narrativa sobre a vida de Demóclito, filho de um Visconde proprietário de muitas terras e escravos na cidade de Bananal.
Demóclito era responsavél pela negociação de compra e vendas dos escravos da familia, é sabido que na epóca os indios eram caçados para também serem utilizados na mão de obra.
E foi numa destas caçadas que "Alexandrina" (nome que recebeu após ser batizada) a india Puri foi laçada, capturada e escravizada.
Os indios Puris não eram de facil domesticação, eles não aceitavam a pacificação e a escravidão.
E àqueles que não aceitavam eram caçados, resgatados ou mortos como animais.
Por infelicidade de Alexandrina ela também laçou o coração de Demóclito que tratou de leva-la para trabalhar dentro da casa. Seu senhor, seu dono... dono da sua vida e destino.
Alexandrina como passou a ser chamada nunca revelou seu nome indigena e lutou muito tentando voltar a sua tribo a sua origem e fugir, escapar da "mão civilizadora" aplicada pelos jesuitas no auxilio da domesticação dos indios. E foi ai que ela engravidou do seu senhor Demóclito.
Deseperada ela foge para o mato, queria voltar para sua aldeia, junto aos seus, sua real vida. Mas
Democlito não ia deixar pra lá, ele mesmo prepara e comanda a caçada, estava enfurecido e junto com seus capangas partem mato a dentro.
Não se sabe ao certo quantos dias levaram, mas o sucesso sim foi certo. Alexandrina é capturada e trazida de volta. Os dias passam, os meses vem atrás e com o passar do tempo ela engravida novamente. Naural pela vida que levava... e novamente foge.
E novamente Demóclito vai atrás. Desta vez mais rapido e mais facil de ser capturada.
Alexandrina fugiu gravida e levando com ela a filha America que ainda era pequena, isso a deixou mais lenta e vulnerável.
Alexandrina enrgravidou outra vez, agora do terceiro filho, desta vez ela não mais tentou fugir.
Sem esperança ela se rende, aceitando seu destino.

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