terça-feira, 28 de abril de 2020

SEGUNDO CAPITULO



Imagem ilustrativa






Era grande o número de  fazendeiros  ricos que  habitavam seus solos.  E Titulos de nobreza  eram agraciados as pessoas mais ricas da cidade. Cafeicultores e senhores de engenho que efetivamente trocavam favores com o Imperador. Titulos de nobreza por legitimação da Monarquia.
Bananal chegou a ter 82 grandes fazendas de café e 8 engenhos de açúcar e aguardente.
Os barões do café, que formavam a elite do Império tinham dinheiro depositados em bancos estrangeiros e financiavam obras  como a cosntrução do ramal Bananalense da Estrada de Ferro, que passava pelas fazendas mais ricas da região, transportando o "ouro verde" (café e cana de açúcar) produzido na região que os  levava até Barra Mansa no Rio de Janeiro.
E em meio a toda esta riqueza é que começa a miscigenação racial da nossa protagonista Helena.
Uma mistura de documentário com romance a nossa historia segue desenhada por historias de vida.
Amores cegos mediados pelo peso da moeda que negociava vidas como  se negocia animais.
Assim começa a narrativa  sobre a vida de Demóclito, filho de um Visconde proprietário de muitas terras e escravos na cidade de Bananal.
Demóclito era responsavél pela negociação de compra e vendas dos  escravos da familia, é sabido que na epóca os indios eram  caçados para também serem utilizados na mão de obra.
E foi numa destas caçadas que  "Alexandrina" (nome que recebeu  após ser batizada) a india Puri foi laçada, capturada  e  escravizada.
Os indios Puris não eram de facil domesticação, eles não aceitavam a pacificação  e a escravidão.
E àqueles que não aceitavam eram caçados, resgatados ou mortos como animais.
Por infelicidade de Alexandrina ela também laçou  o coração  de Demóclito que tratou de  leva-la para trabalhar dentro da casa.  Seu senhor, seu dono... dono da sua vida e destino.
Alexandrina como passou a ser chamada nunca revelou seu nome indigena e  lutou muito tentando  voltar a sua tribo a sua origem e fugir, escapar da "mão civilizadora" aplicada pelos jesuitas no auxilio da domesticação dos indios. E foi ai que ela  engravidou do seu senhor Demóclito.
Deseperada ela foge para o mato, queria voltar para sua aldeia, junto aos seus, sua real vida. Mas
Democlito não ia deixar pra lá,  ele mesmo prepara e comanda  a caçada, estava enfurecido e junto com seus capangas   partem mato a dentro.
Não se sabe ao certo quantos dias levaram, mas o sucesso sim  foi certo. Alexandrina é capturada e trazida de volta. Os dias passam, os meses vem atrás e com o passar do tempo ela engravida novamente. Naural pela vida que levava... e  novamente foge.
E novamente  Demóclito vai atrás. Desta vez mais rapido e mais facil de ser  capturada.
Alexandrina  fugiu gravida e levando com ela a filha America que  ainda  era pequena, isso a deixou mais lenta e vulnerável.
Alexandrina enrgravidou outra vez, agora do terceiro filho, desta vez ela não mais  tentou fugir.
Sem esperança ela se rende,  aceitando seu destino.




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