domingo, 10 de maio de 2020

QUARTO CAPITULO

A catequização dos povos indigenas 



Na Praça Rubião Junior construida sobre um antigo cemitério dos indios Puris, foi também construida a igreja de Nossa Senhora do Rosário, no seu papel principal  para a celebração dos rituais catolicos  para os escravos.
Por pura dedução pois não obtive informações sobre , era onde também se registravam os indios. Negros e indios tinham como  registros suas certidões de batismo após suas conversões obrigatória  ao catolicismo. 
Mas como havia dito a vinda dos  imigrantes  era um sonho de salvação para os barões falidos da cidade de Bananal , imigrantes estes que chegavam e  sem terem uma orientação apropriada, acabaramos abandonados a própria sorte e foram se ocupando  em atividades urbanas, com pequenos comércios , venda de água, lavanderias ,  e principalmente a fabricação de fogos de artificios  carro chefe dos chineses. Por imposição de uma lei, os chineses de Bananal passaram a ser orbigados  a adotar nomes nacionais para  que pudessem comercializar e casar.
Os libaneses começaram a chegar em Bananal no final de 1880 e foram trabalhar como mascates, vendendo tecidos e criando armarinhos nas fazendas de  café.
Finalmente chegamos a um dos pontos cruciais  da nossa história, vamos falar sobre os indios Puris.
Moradores da região muito antes da chegada dos  brancos, eles não conseguiam conviver com a modernidade pacatamente, pois a modernidade exigia a pacificação e a escravidão. 
E por este motivo  os indios Puris eram considerados bravos, tratados como  verdadeiros animais.   Por consequencia eram caçados e domesticados para os  barões pelos  Jesuitas que aplicavam o discurso da necessidade da "mão civilizadora."
Sem entrarmos nos detalhes  mais sombrios e crueis desta dita aristrocacia  estes "animais"  como os indios eram tratados ,tinham seus corpos marcados, violados e estuprados nas mais variadas formas de violência.  eles eram forçados a  desempenhar serviços até então só vivido pelos negros.
Os índios Puris eram agricultores, acostumados a lidar na lavoura e cultivar suas tradições.
Diferente dos negros até por sofrerem condições diferentes de escravagismo, os índios tinha a selva  como suas casas, e isso servia como dificuldade de mantê-los presos, pois qualquer brecha eles fugiam.
E então eram aplicadas esta tal "mão civilizadora" naqueles que não aceitavam a escravidão e fugiam , eles  eram caçados, resgatados ou mortos como animais quando resistiam. Com o passar do tempo isso  levou a perda total da  identidade indigena dos  Puris.



*A missão civilizadora do colonialismo portugues foi uma prática de dominação empregada em suas colonias sob o discurso de ser uma salvação para os povos selvagens, utilizando dos seus trabalhos nas lavouras através  das mãos de obras não remuneradas,e ainda destruindo  suas culturas através  do catequismo impostas pelas missões dos Jesuitas.
(Brainly.com.br)

quarta-feira, 29 de abril de 2020

TERCEIRO CAPITULO


Estação Ferroviaria de Bananal


Em 1889 foi construida na cidade de Bananal  a estação ferroviaria. Porém  a ostentação que regia a cidade pelos cafeicultores imensamente ricos fez com que a estação não fosse uma simples estação de trem, ela foi  construida na Belgica e trazida para ser  montada na cidade de Bananal. Totalmente metálica e com seus assoalhos em pinho de riga, sua arquitetura é unica na America Latina.
Sua inauguração foi feita com toda a pompa , uma  orquestra propria e duas bandas de musica especializadas em óperas europeias, onde toda a sociedade se reuniu para ostentar seus brasões, orgulhosos da sua conquista e feito.
Afinal  o principe Regente D. Pedro II já havia visitado a cidade por duas vezes , recebido  sempre na Fazenda Três Barras  do capitão Mor  Hilário Gomes Nogueira, um dos maiores cafeicultor da cidade, ele chegava a  colher 500 arrobas de café e era possuidor de 86 escravos, e também cultivava milho, arroz e feijão, criava porcos e comercializava toucinho. Os convidados das festas, eram regados de muitas ostentações, bajulações e paparicos. Bananal chegou a ter a sua propria moeda que era aceita na cidade de Barra Mansa e no Rio de Janeiro. Foi um periodo  de muita fartura, porém com seus encaustos.
Demóclito por mais apaixonado que estivesse e por mais que ele quissesse ter uma familia com Alexandrina não podia. Suas origens e raizes não permitiam! Demóclito era um portugues de sangue nobre da Aristocracia  dos barões do café. Sua familia não permitia sua união oficial com uma chucra, uma bugra, uma reles india Puri.  E devido a sua insistencia  e resistencia a familia dele acabou deserdando Democlito, tornando-o e a sua familia pessoas comuns.
America sua filha mais velha , aquela que iremos citar mais tarde, foi educada sabendo ler e escrever, e se tornou uma professora primaria.
Mas voltando novamente atrás na historia ,  a vida seguia ... E  dentro das  construções da cidade, tanto no rural quanto na urbana eram  exibidos azulejos portugueses, cristais belgas, movéis e  artefatos importados, transformando os casarões da cidade e das  fazendas dos barões em verdadeiros palacetes.
Sua farmacia a "Pharmacia Popular" pertencia ao boticário francês Tourin Domingos Monsier,  que igualmente a  todos chegou a cidade disposto a tornar-se um barão do café e ninguém sabe porque ele desistiu e tornou-se o boticário da cidade. Sorte dele, e vocês irão entender porque falo isso.

Tudo que  é  explorado desmedidamente  alcança seu tempo de exaustão... e com Bananal não foi diferente.
De exploração ininterrupta e com a chegada da abolição da escravatura o prejuizo foi faltal e incalculavel. Os barões que possuiam um numero  enorme de escravos que eram usados para além dos serviços braçais eram também usados para  os serviços domesticos , e por  consequencia  eram em numeros muito maior do que a população  branca  na cidade. Mais a abertura tão comemorada  na epoca da estrada de ferro foi sua derrocada, viabilizou a expansão das plantações de café no Oeste Paulista, possibilitando o escoamento das produções em pontos mais distantes do litoral.
 Resultado , perdas  enormes das grandes fortunas herdadas e suas fazendas de plantação  tinham que ser vendidas  para criação de gados.
Lógico que alguns barões mais visionarios tentaram diversificar seus negocios afim de reduzir os riscos inerentes da dependencia somente do café, e estimularam a vinda de imigrantes de várias partes do mundo para ajudar a diversificação dos negócios.

terça-feira, 28 de abril de 2020

SEGUNDO CAPITULO



Imagem ilustrativa






Era grande o número de  fazendeiros  ricos que  habitavam seus solos.  E Titulos de nobreza  eram agraciados as pessoas mais ricas da cidade. Cafeicultores e senhores de engenho que efetivamente trocavam favores com o Imperador. Titulos de nobreza por legitimação da Monarquia.
Bananal chegou a ter 82 grandes fazendas de café e 8 engenhos de açúcar e aguardente.
Os barões do café, que formavam a elite do Império tinham dinheiro depositados em bancos estrangeiros e financiavam obras  como a cosntrução do ramal Bananalense da Estrada de Ferro, que passava pelas fazendas mais ricas da região, transportando o "ouro verde" (café e cana de açúcar) produzido na região que os  levava até Barra Mansa no Rio de Janeiro.
E em meio a toda esta riqueza é que começa a miscigenação racial da nossa protagonista Helena.
Uma mistura de documentário com romance a nossa historia segue desenhada por historias de vida.
Amores cegos mediados pelo peso da moeda que negociava vidas como  se negocia animais.
Assim começa a narrativa  sobre a vida de Demóclito, filho de um Visconde proprietário de muitas terras e escravos na cidade de Bananal.
Demóclito era responsavél pela negociação de compra e vendas dos  escravos da familia, é sabido que na epóca os indios eram  caçados para também serem utilizados na mão de obra.
E foi numa destas caçadas que  "Alexandrina" (nome que recebeu  após ser batizada) a india Puri foi laçada, capturada  e  escravizada.
Os indios Puris não eram de facil domesticação, eles não aceitavam a pacificação  e a escravidão.
E àqueles que não aceitavam eram caçados, resgatados ou mortos como animais.
Por infelicidade de Alexandrina ela também laçou  o coração  de Demóclito que tratou de  leva-la para trabalhar dentro da casa.  Seu senhor, seu dono... dono da sua vida e destino.
Alexandrina como passou a ser chamada nunca revelou seu nome indigena e  lutou muito tentando  voltar a sua tribo a sua origem e fugir, escapar da "mão civilizadora" aplicada pelos jesuitas no auxilio da domesticação dos indios. E foi ai que ela  engravidou do seu senhor Demóclito.
Deseperada ela foge para o mato, queria voltar para sua aldeia, junto aos seus, sua real vida. Mas
Democlito não ia deixar pra lá,  ele mesmo prepara e comanda  a caçada, estava enfurecido e junto com seus capangas   partem mato a dentro.
Não se sabe ao certo quantos dias levaram, mas o sucesso sim  foi certo. Alexandrina é capturada e trazida de volta. Os dias passam, os meses vem atrás e com o passar do tempo ela engravida novamente. Naural pela vida que levava... e  novamente foge.
E novamente  Demóclito vai atrás. Desta vez mais rapido e mais facil de ser  capturada.
Alexandrina  fugiu gravida e levando com ela a filha America que  ainda  era pequena, isso a deixou mais lenta e vulnerável.
Alexandrina enrgravidou outra vez, agora do terceiro filho, desta vez ela não mais  tentou fugir.
Sem esperança ela se rende,  aceitando seu destino.




segunda-feira, 27 de abril de 2020

PRIMEIRO CAPITULO





IGREJA N.S. SANT'ANNA



Prepare sua imaginação pois iremos juntos mergulhar numa história do passado,
se dispa de tudo que você já viu ou ouviu. Deixe sua mente livre para conhecer uma historia real.
Não teremos nada em exagero, a não ser a mais pura realidade.
Aliás o significado do nome Helena apartir de então deveria ser exagero, e você vai me dizer no final
se eu tenho razão ou não.
A ano de 1927 marca o destino da protagonista desta historia, que nasceu predestinada...
A palavra sofrimento não descreve a sua vida, e  a dor não é seu sinonimo.
Tudo começa numa cidadezinha do interior de São Paulo, no periodo dos aldeiamentos.
Local onde  os  negros, indios, chineses, italianos e até mesmo os portugueses de baixa  renda alugavam suas casas nas mãos dos barões  para morarem.
A desigualdade social sempre existiu, e naquela epoca não era diferente.
A cidade de Bananal, divisa com o estado do Rio de Janeiro e por  conta das suas caracteristicas e
atmosfera tranquila  o seu povoado levava um estilo de vida muito parecida com as das cidades fluminenses do interior do Rio de Janeiro.
Bananal nasceu no territorio dos indios, os Puris que deram  o nome do rio que cortava a região, o rio Banani  que significa rio sinuoso.
Apesar de eu estar falando de uma cidade pequena e me referindo ao aldeiamento não pense que a cidade de Bananal era uma cidade pobre, não! Pelo contrario, Bananal foi desbravada pelos Bandeirantes. Ali  surgiram algumas culturas que foram iniciadas pelos primeiros povoadores
 e por aventureiros que haviam se desiludido com o sonho de enriquecer com  as minas das " Geraes".

Muitos desses individuos se apossaram ou adquiriram terras por compra ou herança naquela região.
Os tropeiros que vinham do sul de Minas Gerais com destino a Angra dos Reis faziam trilha na região, parando para descansar e alimentar a si e aos animais e por conta disso construiram
 grandes ranchos na região  que futuramente foi demolido para a construção no local  da Igreja N. S. Sant'Anna.
O Arraial do Bom Jesus do Livramento como era chamado por volta de 1783. Mesmo antes de  ser elevada a vila,  já possuia a sua propria Paroquia.
Em 1849 ela se tornou uma cidade  cuja sua riqueza produzida ultrapassava a arrecadação de imposto da capital. E além disso, devido a grande  soma de impostos ela chegou a sustentar não só a economia do estado como também a do país.
É impressionante pensarmos que  durante o segundo reinado, Bananal era o centro da economia nacional e a terceira  receita municipal de todo o  Estado  Brasileiro.
A riqueza do municipio  era tão expressiva que banqueiros ingleses chegavam a pedir o aval de sua Câmara para a garantia de empréstimo que o Governo Imperial negociava em Londres.

QUARTO CAPITULO

A catequização dos povos indigenas  Na Praça Rubião Junior construida sobre um antigo cemitério dos indios Puris, foi também construi...